A história da nossa vida é escrita por escolhas...
Nem todas são corretas, mas devemos arcar com as conseqüências de cada uma delas [sejam elas boas ou ruins]
Deus nos deu esse “poder”: Fazer escolhas (mesmo que Ele já saiba quais serão)
Mas também nos deu essa obrigação: Assumir a responsabilidade pelas escolhas.
Certa vez uma pergunta me foi feita. Eu dei a resposta. Hoje estou arcando com as conseqüências.
O que mais me pesa nisso é a distancia.
Cada dia é mais difícil voltar pra casa, pois semana que vem será a casa da minha mãe.
Cada dia é mais difícil sentar à frente do meu PC no trabalho, pois semana que vem será o PC de outro alguém.
Cada dia é sofrido fazer o trajeto que faço a um ano e meio.
Cada dia é difícil ligar pra minha vó e saber que semana que vem eu não vou mais poder dizer: “Tô descendo pra almoçar ai ta vó?”
Cada dia que passa, cada momento que se aproxima de domingo, é muito difícil saber que não poderei assistir FRIENDS durante a madrugada na casa de um amigo ou orar com um certo grupo e sonhar, sonhar grandemente o que faremos todos juntos ou ir pra parada na frente da 14ªDP e ficar sem fazer nada, só conversando ou mesmo cantar parabéns dentro de qualquer estabelecimento, ainda que não seja aniversário de ninguém.
É difícil pensar que não haverá ninguém pra colocar a culpa em mim porque eu sou “o mais novo”, ou chamar a “chefinha” enquanto ela se maquia, ou mesmo escutar um cantado gaúcho dizendo: “Mas bàh! Deu pra bolinha dele!”
É difícil imaginar uma nova vida, um novo local e uma nova jornada, sem ter aquelas mesmas pessoas que me acompanharam em cada vitória que eu tive, em cada erro que cometi. Que me chamaram de preguiçoso por não gostar de mexer na horta, mas elogiaram minha comida quando, com fome de tanto mexer na horta, sentaram-se à mesa para almoçar.
Aquele cara que me apresentou ao mundo das trevas dos Hamburgueres, Refrigerantes e Batatas-Fritas.
Aquela moça que estava comigo o primeiro dia que dirigi depois que peguei a carteira de motorista.
Aquele Senhorzinho que me fazia pegadinhas e quando eu acertava me presenteava com um real e quando eu errava ele me dava o tesouro da mesma forma.
Aquela Senhora que sempre deixou bem claro o amor por mim dizendo que sou “A corda do coração” dela.
Aquelas duas baixotinhas que vivem me abraçando e brigando comigo.
Aquela Pitoca que toda noite me dá um beijinho e diz: “Papai, eu te amo!”
Aquele que compartilha das minhas loucuras e sai cantando e pulando na rua, esquecendo do mundo real e se jogando completamente no meu.
E tem também a mulher que muito agüentou até hoje. Inclusive carregou-me com meu enorme cabeção dentro da sua barriga e me aceitou como um presente divino me chamando de filho.
E todos os outros que de alguma forma contribuíram para eu ser o que sou hoje.
Amo a cada um de vocês, de uma forma especial.
E sei que estarei com vocês assim como os levarei comigo.
Tenho muito a agradecer e como diria a canção da despedida:
“Pois o Senhor que nos protege e nos vai abençoar,
Um dia certamente vai de novo nos juntar.
Não é mais que um até logo, não é mais que um breve adeus.
Bem cedo junto ao fogo tornaremos a nos ver”
Vou deixar uma clip de uma musica que está dizendo exatamente o que ocorre comigo nesse momento: The Climb – Miley Cirus
"Não se trata do que está me esperando do outro lado, é a escalada..."
+PlusVou postar tambem a mesma musica cantada por Joe McElderry em uma das suas melhores apresentações no X Factor 2009:
"Sempre haverá uma outra montanha e eu sempre irei querer removê-la. Sempre será uma batalha árdua, às vezes eu terei que perder."
2 comentários:
Que post profundo! Muito bonitas e [entristecidas] suas palavras.
Amo você, amigo!
Que Deus o acompanhe em toda a sua jornada.
Beijos,
Tai.
Will, querido...
Já te adimirava antes, mas agora muito mais.
Vc é muito muito especial mesmo....
Te amo também!!!
beijos,
Mari.
(aquela que vc deixou no vácuo neste carnaval, ligando pro seu cel em vão.....)
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