31 de dezembro de 2010

Adeus ano velho... Feliz ano novo....

Bem,


Há muito não escrevo algo relevante, mesmo que, há tempos, eu queira não me sobravam períodos para organizar as idéias, a fim de que as palavras se tecessem de forma sucinta e digna de postagem, nem que fossem, ao menos, alfarrábios...

Mas chega de rebusteios e vamos ao que interessa:

Hoje é o último dia do ano de 2010. Estou retornando para minha casa.

Sim, minha casa, pois, por mais que me sinta totalmente à vontade nas casas de minha mãe, minha avó, meus tios, e por mais que eu saiba que estas jamais deixarão de ser “minha”, eu já tenho meu cantinho, com minha cara e demarcação de local (NÃO! Não saio urinando pelos cantos... ¬¬’)

E nesse retorno ao meu hábitat me peguei refletindo sobre o ano que se finda.

Sempre escrevo em algum local sobre as minhas conclusões do ano que se encerra e as perspectivas para o ano que se inicia.

Sobre o ano de 2010, eu posso dizer que foi o ano de crescimento e aprendizado (ou aprendizado e crescimento)


Aprendi que a saudade é importante para o crescimento e que nada paga o preço de tomar as próprias decisões.

Aprendi que muitas vezes confundimos grandes amizades com amores.

Aprendi que dever 14 meses de aluguel sem ser despejado é só no programa do Chaves.

Aprendi que pessoas são meramente pessoas e eu era muito inocente.

Aprendi que o trabalho realmente dignifica o homem.

Aprendi que estudar não é apenas ir à uma instituição ou ser afogar em livros e apostilas.

Aprendi que a vida a dois é uma aventura gostosa de ser vivida e que, a cada dia, se torna mais fácil, apesar de ser difícil.

Aprendi a me calar, mas não abaixar a cabeça nem deixar que subam em minhas costas.

Aprendi que amizade é algo “stricto sensu” e não diminui com a distância.

Aprendi que família é mais importante do que eu imaginava.

Aprendi que um abraço é tudo quando se está sozinho.

Aprendi que chorar pode se tornar uma coisa difícil depois de certa idade certo ponto.

Aprendi a conviver com os defeitos alheios, ver os meus próprios, sbaer que alguns defeitos não mudam, mas respeitar o limite deles (tanto dos defeitos meus, quanto dos outros)

Aprendi que as decisões para a vida são difíceis de tomar e a vida não é uma novela.

Aprendi a não contar com a ajuda do coroinha (Tunico! Seu menino de praga!)

Aprendi a conviver com as minhas verdades, doa a quem doer.

Aprendi, também que, por mais doloridas que sejam, as verdades sempre são o melhor caminho.

Aprendi, ou melhor, confirmei que DEUS jamais me abandona, mesmo eu sendo esse serzinho tão insignificante...

Que venha 2011, com a mesma lista de promessas de 2010, afinal, quem consegue cumprir tudo que prometeu?



FELIZ 2011 A TODOS!!!

21 de dezembro de 2010

Para Rir!!

PASSATEMPO: ENCONTRE O LUAN SANTANA!!

⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ◑.◐  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙  ⊙.⊙

20 de agosto de 2010

Saudades...

Olá pessoal (se é que alguem ainda acessa esse blog)

Estou em Brasília a alguns dias. Desde a última postagem, voltei aqui apenas duas vezes.
Havia prometido a mim mesmo que faria novos posts, mas a falta de tempo e a correria do dia-a-dia não me permitiu.

Hoje recebi por e-mail um texto que me fez pensar, não apenas no meu futuro, mas no meu passado. Me fez pensar: "Será que se meus pais tivessem lido esse texto minha vida seria diferente hoje?"

Infelizmente eu não sei.
Mas quem sabe pode mudar a vida de alguem por ai?

Segue o texto:


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais, e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa, no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias, eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar, meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa, e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa, que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça, mesmo discordando e então a coloquei no chão, assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia, agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando há vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda as manhãs. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa/esposo, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos.


ps.: agora realiza: imagine eu lendo isso.  Estou num congresso. Todos no intervalo e eu lendo esse texto e, pra variar, chorando...

26 de fevereiro de 2010

Diário de Bordo - Parte 03

DIA 08 – 22/02/2010


Os planos de ontem foram frustrados.
Acabei tomando um diazepan e capotando.
Fiquei o dia ansioso por ser o primeiro dia em que iria pra facul.
Foi muito corrido e acho que ando queimando muitos neurônios. Minha memória ta indo pro buraco!
Tenho que anotar tudo.
Uma hora eu tive que parar e pensar: “Quem sou eu?” pra poder ver se eu lembrava.
Vou escrever pouco, pois to correndo.

Nota: Falei com o André e, me parece, que ele está bem.

DIA 09 – 23/02/2010

A facul é bem diferente.
Muito grande.
Muita gente “puxando os erres”.
Acho que já tive essa aula de ontem.
A turma é grande e não consegui conversar com muitas pessoas.
Medo do novo e saudade do antigo.
Estamos aqui na FLONA a horas...... aguardando umas passagens chegar!

Nota: Lembrar de trazer uns biscoitos e deixar aqui pra esses casos emergenciais.

DIA 10 – 24/02/2010

Ontem a noite fui atropelado.
Estou dopado de remédio.
Tive uma luxação no tornozelo esquerdo e umas escoriações.
Dói bastante.
Sobreviverei.

Nota: Paulistas não são Brasilienses.

DIA 11 – 25/02/2010

Amanheci bem melhor.
A Silvinha, a Gil, a Mirian e a Dany cuidaram de mim.
Hoje vou pra facul [ou espero ir]
Tenho que pegar meu horário definitivo e tentar ser sociável.

Nota: Chega logo Fim de Semana...

DIA 12 – 26/02/2010

Ontem peguei meu horário. PERFEITO!!
Vou ter quatro horários livres esse semestre!!!
Hoje acordamos cedo, mas nos atrasamos no almoço.
Estamos sem pessoal aqui... [Ai fica difícil, concorda]
Esse FDS espero não ficar em casa.
Não é justo na minha situação.
Mas enfim....
Vou me arrumar e ir pra facul.

Nota: preciso conhecer pessoas. Estou começando a me angustiar...

22 de fevereiro de 2010

Diário de Bordo Parte 02

DIA 04 – 18/02/2010


Essa noite fez frio e choveu, apesar de estar quente [e eu que achava estranho o clima de Brasília]
Eu tive o sono leve, pois estava preocupado em como ir trabalhar. Acordava com todos os carros que passavam.
Mas o pior foi os momentos em que eu dormi. Eu tive pesadelos horríveis onde aranhas [eu tenho extremo pavor de aranhas, medo mesmo!!] vinham pra cima de mim e existiam muitas delas, não dava nem pra matar. Aranhas de todos os tamanhos, cores e espécies, até que, de longe, um “Will” me salvou delas.
Era a Cris!
- Will, eu vim te buscar. Vamos?
Assim começou meu dia.
Dessa vez não nos perdemos [muito], apenas passamos na casa da Cris antes e pegamos a salada do nosso almoço.
Chegamos um pouco atrasados no trabalho, mas isso não vem ao caso.
Almoçamos eu e a Cris na ADM [que é o prédio da Administração] enquanto a Danny e a Gil foram almoçar na vila.
Depois que viemos embora, eu resolvi andar na praça da prefeitura e levei o note junto. DESCOBRI QUE LÁ TEM O “SOROCABA DIGITAL”: um ponto de rede Wireless pra todos os moradores da cidade! Eu conversei com mamãe, com meu irmão, com alguns amigos e ainda olhei meu Orkut!
De quebra comecei até a conhecer as pessoas [já disse que são todos mui prestativos?]!!
E agora estou em casa, escrevendo enquanto aguardo o Risoto Parmiggiana ficar pronto.

Nota: Lembrar de, da próxima vez que for usar o sinal da prefeitura, levar o notebook com a carga completa.

DIA 05 – 19/02/2010

Hoje, mais uma vez, a Cris foi me buscar, pra variar estávamos atrasados.
O dia foi bem corrido.
Fizemos vários contatos com fornecedores dos contratos.
Fizemos vários Termos de Referência.
Emitimos passagens.
Resolvemos “pepinos”.
E o principal: Convencemos a Danny a ir pra casa.
Passamos no Esplanada Shopping, compramos meu celular, algumas coisas pra casa, antena pra TV, lâmpadas que faltavam e comemos [eu de uniforme e coturno e a Danny toda descabelada, ambos sujos de andar na FLONA]
Fomos pra praça utilizar a internet e depois fomos pra casa.
Enfim o descanso. Estávamos só o bagaço...

Nota: Não achei que iria me sentir assim na primeira semana.

DIA 06 – 20/02/2010

Eis que hoje é o sexto dia.
Acordamos “cedo” e fomos pra FLONA. Lembra da parte em que a gente ia ficar com o bolso vazio, mas sem carregar as coisas da Danny e sem as dores nas costas? Pois é: ela me enganou.
A Cris disponibilizou o Ricardo pra nos ajudar.
Chegamos na FLONA, carregamos a veraneio com as coisas da Dany e rumamos pra casa.
Foi bem cansativo...
Passamos o dia todo montando o guarda-roupa dela [e ainda faltam um armário e um balcão de cozinha]
Estou preocupado pois essa semana não consegui falar com o André e ele foi viajar com a mãe dele no feriado.[tomara que não tenha ocorrido nada]
Lá pelas 20 horas eu fui ao parque acessar a net e falar com o povo.
Voltei e a Danny já estava dormindo.
Tomei um banho e fui me deitar...
Foi onde começou meu pesadelo...

Nota: Preciso comprar ferramentas. Teria adiantado bastante o serviço se tivéssemos duas chaves-de-fenda.

DIA 07 – 21/02/2010

Mente vazia, oficina do Diabo.
Hoje foi minha primeira noite de insomnia. Virei de um lado pro outro. Via a meia-noite passar duas vezes.
Vi o relógio chegar a uma, duas, três, quatro, cinco, seis horas.
Tomei banho. Cabeça explodindo.
Chorei.
Conversei com Andréia do CENAP que me sugeriu tomar outro banho, mas mais relaxante, e descansar. O fiz.
Mas não deu certa a parte do descanso.
Minha cabeça estava cheia de coisas. Parecia que ia explodir.
Levantei, coloquei minha roupa de caminhada e fui.
Corri 3km. Escutei um som e fui ver o que era.
Banda Marcial de Sorocaba.
MUITO BONITO!
Era o ensaio da Banda no Paço Municipal.
E por falar no Paço, lá é muito legal. Cheio de patos, marrecos e peixes.
Fiquei lá assistindo por horas...
E isso me aliviou.
Fui pra casa, montei o balcão da cozinha da Dany e fomos almoçar.
Chorei de novo. Vi-me sozinho [o que achei que não ia ser por agora].
Hoje é domingo. Dia de Macarrão da vovó. Dia de ir pra chácara. Dia de escutar as meninas brigando e brincando. Dia de pular na piscina, mesmo que eu não fosse tão assíduo nela.
Mas passa. Na vida tudo é questão de costume.
Por isso hoje estou escrevendo mais cedo. Não tenho sono e preciso esvaziar a cabeça.

Planos pra mais tarde:
1- Montar o outro armário da Dany;
2- Ir navegar um pouco;
3- Tomar um dramin; e
4- DORMIR!

Nota: Preciso aprender a “Arte do Desapego”

18 de fevereiro de 2010

Minha casa!!!

(As fotos estão ruins pq eu tirei pela cam do Notebook)

MINHA SALA


MEU QUARTO


MINHA COPA


MINHA COZINHA

MEU BANHEIRO


MINHA BANHEIRA

Diário de Bordo Parte 01

Dia 01 - 15/02/2010

O dia começou bem. Sol brilhando. Vento soprando.
Saí para fazer o primeiro reconhecimento da área, a pé!
Passei pela prefeitura e já vi que tem local para caminhadas. Muito bom!!!
Por sinal a Prefeitura e toda área ao redor é muito bonita, bem agradável. [Acho que vou ficar lá no parque domingo a tarde.]
Fui caminhando até a UNIP, para verificar a distância. Não é tão longe, fiz todo trajeto em 20 minutos.
Decidi, e aqui começa minha Epopéia, conhecer o Primo Messias, de quem mamãe tanto falou.
Não encontrei. Foi ai que, achando que sabia o caminho, fui [tentar] procurar a casa da tia Helena.
Resultado? Passei 5 horas perdido em Sorocaba, sem dinheiro, telefone ou mesmo saber qual era meu endereço.
Por fim, e graças a uma alma bondosa, encontrei minha residência.
Lá pelas tantas da tarde ouço meu nome. A Danny chegou, mas a mudança dela não. O que será que houve?
Pois é, eles vieram aqui enquanto eu estava perdido em Sorocaba. Logo, não tinha ninguém pra receber. A mudança dela está lá na FLONA.
Mas também, me falaram que a mudança ia chegar só no final da tarde!
Fui dormir na FLONA, acompanhando a Danny, a Gil, a mãe e o padrasto da Danny e o Renato, filho da Gil.

Nota: Escrevendo isso, acabo de me dar conta do porque não o achei – Estava procurando pelo MOISÉS! ¬¬’

DIA 02 - 16/02/2010
Acordamos tarde. Arrumamos o almoço e fomos tentar fazer a mudança.
Não cabiam as coisas na caminhonete.
Até tentamos, mas realmente não deu.
Resolvemos que, assim que recebermos alguma coisa, nós vamos pagar um frete com montador. [menos trabalho, menos preocupação, menos dores nas costas no fim do dia, mas menos dinheiro no bolso também].
No meio da tarde a Gil e a Danny foram levar o Neto e a D. Madalena na Rodoviária de Campinas e eu fiquei em casa.
Pra não perder a nova rotina NOS PERDEMOS!
Pedimos ajuda [como aqui está cheio de almas bondosas] e um rapaz no guiou até próximo nossa casa.
Estreei a banheira! Mas a bendita chave de energia caiu, e quem disse que eu consigo achar onde ela fica?!
Resultado: estou tomando banho frio.
Anoiteceu. Eu li um pouco, fiz o vídeo que deve ter sido postado mais cedo aqui mesmo e fui dormir.

Nota: Ainda estou sem televisão. Alguém, por favor, pode me dizer o que está acontecendo no BBB?

DIA 03 - 17/02/2010
Por volta das 10h, saí pra fazer o reconhecimento do outro lado. [tenho que encontrar um caminho mais curto até a FLONA]
Consegui achar um Banco do Brasil, descobri que moro a 5 minutos da fábrica da CAMPARI, fui parar em frente uma loja da Kyoto, vi que lugar plano como Brasília não é uma regra e percebi que não sabia mais voltar pra casa. [só pra variar um pouquinho].
Mas de longe vi a bandeira do EXTRA. Resolvi ir comprar algumas coisas. No caminho vi um “0800” da Ultragás [de grande ajuda]
Comprei algumas coisas, entrei numa lan-house, olhei o Orkut, almocei e segui minha jornada. Achei que daria conta de seguir usando meus instintos. Estava errado.
Lá no Extra mesmo eu descobri que deveria ir sentido “Santa Rosália”, e as 4 pessoas seguintes as quais perguntei também me deram a mesma informação, segui de um “É bem ali...”
Juro que se eu achasse essa “Santa Rosália” ela ia ser promovida a mártir, porque eu ia matar ela de uma forma bem dolorosa. Onde essa mulher foi se esconder? Ô “logo ali” que não chega!!
Às 15h horas consigo chegar em casa: molhado de suor, com as costas queimadas e, espero que, com 3 quilos a menos.
Peço meu gás, tomo um banho e vou descansar um pouco.
Às 18h eu me arrumo e subo pra facul, resolver as coisas da transferência. Depois de uma hora esperando, a moça diz que meu processo não chegou.

Enfim... agora só semana que vem.

Nota: a Danny não veio me buscar, quero saber como vou trabalhar amanha.

A Despedida e o Recomeço

São 8h30 da manhã. Toca o telefone:
- Alô?!
- Alô. Bom dia.
- Bom dia vó, benção.
- Deus abençoe. Vocês já estão prontos?
- Jazim. Vem lá pelas 9h/9h30.
- Tá bom então. Beijo.
- Beijo.
E assim começou a despedida.
Fomos pra chácara e passamos o dia lá. Tentei por várias vezes falar com meu pai, mas infelizmente não consegui.
As horas foram passando. O coração foi apertando. O dia foi escurecendo.
Depois de um ótimo “Garbanzo”, hora de descanso, mas quem disse que se podia descansar assim?
Eis que pego uma toalha e vou pra um banho. Um banho demorado. Um banho em que a água me revitalizava. Um banho confortante e triste. Em meio à água que descia pelo chuveiro iam minhas lágrimas. Um choro solitário.
Sai já quase todo arrumado do banheiro. Minhas companhias estavam se arrumando.
Hora do até logo.
Primeiro a menorzinha, toda contente, sem nem entender o que estava acontecendo ao certo.
Depois a mais velha, com lágrimas nos olhos. Em seguida a minha eterna Pequena, minha Princesinha, com os olhos vermelhinhos, dizendo que me ama e que já está com saudades.
- Vamos lá fora?
Alguém havia dito, sei lá quem...
Apenas fomos.
O braço em volta da minha cintura. Podia até adivinhar de quem era.
Conselhos de todos os lados me bombardeavam:
- Cuidado com as amizades.
- Pague as contas em dia.
- Estude.
- Vá pra igreja.
- Leia a Bíblia.
- Ore.
- Nos ligue.
E por ai vai...
O abraço demorado: primeiro no “Senhor-dos-Cabelos-Brancos” depois “Naquela-que-sempre-me-guardou-em-suas-mãos”.
Carregamos o carro e seguimos nosso rumo. Meu rumo. MEU NOVO RUMO.
Eis que é chegada a hora.
As lágrimas vieram à tona novamente com os três abraços seguidos de um “Eu Te Amo”.
O Abraço forte. O Abraço doce. O Amável Abraço Materno.
Entrei naquele que seria meu transporte para minha nova jornada.
Alguns minutos de lágrimas pelos olhos e comecei a me sentir em casa.
O coração foi desacelerando e o peito doía menos a medida que o avião ia passando por entre as nuvens.
Um momento de turbulência pra não acabar com toda adrenalina.
Eis que vejo as luzes de uma cidade se aproximando.
E com um baque forte tocamos o chão.
Desço para aguardar a mala.
Saio e, como prometido, ele estava lá me esperando com a chave da minha nova casa.
Muito atencioso me emprestou o celular pra que eu me comunicasse com aqueles que a pouco se despediam de mim e, naquele momento, estavam a centenas de quilômetros.
Cheguei naquele que será meu refúgio e me senti totalmente em casa.
O guarda-roupa claro e escuro. A cama com o lençol azul. O tapete. O sofá. O espelho. O banheiro com a banheira enorme. A cozinha toda cheia de detalhes. TUDO!
O André me fez companhia até que eu me acostumasse, me passou alguns telefones, e me deu umas dicas da cidade.
Assim, tomei um banho, agradeci por tudo e cai no sono, não um sono normal. Um sono leve, mas tranqüilo. Um sono em que o sonho foi uma reconstituição de 21 anos de vida. Cenas de cada momento, cada dia.
E assim terminou um dia e começou uma vida.

11 de fevereiro de 2010

Um post de saudades...

[Esse post foi escrito pra amenizar minha angustia, preciso dormir e não estou conseguindo]


A história da nossa vida é escrita por escolhas...

Nem todas são corretas, mas devemos arcar com as conseqüências de cada uma delas [sejam elas boas ou ruins]

Deus nos deu esse “poder”: Fazer escolhas (mesmo que Ele já saiba quais serão)

Mas também nos deu essa obrigação: Assumir a responsabilidade pelas escolhas.

Certa vez uma pergunta me foi feita. Eu dei a resposta. Hoje estou arcando com as conseqüências.

O que mais me pesa nisso é a distancia.

Cada dia é mais difícil voltar pra casa, pois semana que vem será a casa da minha mãe.

Cada dia é mais difícil sentar à frente do meu PC no trabalho, pois semana que vem será o PC de outro alguém.

Cada dia é sofrido fazer o trajeto que faço a um ano e meio.

Cada dia é difícil ligar pra minha vó e saber que semana que vem eu não vou mais poder dizer: “Tô descendo pra almoçar ai ta vó?”

Cada dia que passa, cada momento que se aproxima de domingo, é muito difícil saber que não poderei assistir FRIENDS durante a madrugada na casa de um amigo ou orar com um certo grupo e sonhar, sonhar grandemente o que faremos todos juntos ou ir pra parada na frente da 14ªDP e ficar sem fazer nada, só conversando ou mesmo cantar parabéns dentro de qualquer estabelecimento, ainda que não seja aniversário de ninguém.

É difícil pensar que não haverá ninguém pra colocar a culpa em mim porque eu sou “o mais novo”, ou chamar a “chefinha” enquanto ela se maquia, ou mesmo escutar um cantado gaúcho dizendo: “Mas bàh! Deu pra bolinha dele!”

É difícil imaginar uma nova vida, um novo local e uma nova jornada, sem ter aquelas mesmas pessoas que me acompanharam em cada vitória que eu tive, em cada erro que cometi. Que me chamaram de preguiçoso por não gostar de mexer na horta, mas elogiaram minha comida quando, com fome de tanto mexer na horta, sentaram-se à mesa para almoçar.

Aquele cara que me apresentou ao mundo das trevas dos Hamburgueres, Refrigerantes e Batatas-Fritas.

Aquela moça que estava comigo o primeiro dia que dirigi depois que peguei a carteira de motorista.

Aquele Senhorzinho que me fazia pegadinhas e quando eu acertava me presenteava com um real e quando eu errava ele me dava o tesouro da mesma forma.

Aquela Senhora que sempre deixou bem claro o amor por mim dizendo que sou “A corda do coração” dela.

Aquelas duas baixotinhas que vivem me abraçando e brigando comigo.

Aquela Pitoca que toda noite me dá um beijinho e diz: “Papai, eu te amo!”

Aquele que compartilha das minhas loucuras e sai cantando e pulando na rua, esquecendo do mundo real e se jogando completamente no meu.

E tem também a mulher que muito agüentou até hoje. Inclusive carregou-me com meu enorme cabeção dentro da sua barriga e me aceitou como um presente divino me chamando de filho.

E todos os outros que de alguma forma contribuíram para eu ser o que sou hoje.

Amo a cada um de vocês, de uma forma especial.

E sei que estarei com vocês assim como os levarei comigo.



Tenho muito a agradecer e como diria a canção da despedida:

“Pois o Senhor que nos protege e nos vai abençoar,
Um dia certamente vai de novo nos juntar.
Não é mais que um até logo, não é mais que um breve adeus.
Bem cedo junto ao fogo tornaremos a nos ver”

Vou deixar uma clip de uma musica que está dizendo exatamente o que ocorre comigo nesse momento: The Climb – Miley Cirus



"Não se trata do que está me esperando do outro lado, é a escalada..."

+PlusVou postar tambem a mesma musica cantada por Joe McElderry em uma das suas melhores apresentações no X Factor 2009:



"Sempre haverá uma outra montanha e eu sempre irei querer removê-la. Sempre será uma batalha árdua, às vezes eu terei que perder."

4 de fevereiro de 2010

Momento ownnnn.....


Dedicado as meninas que visitam meu Blog!

30 de janeiro de 2010

Relatos de uma depilação na virília

Pessoal, estava eu a zapear pela internet quando me deparo com esse texto H-I-L-A-R-I-O!
Vale a pena ler....

Eu chorava de tanto rir!!

RELATOS DE UMA DEPILAÇÃO NA VIRILHA

- Tenta sim. Vai ficar lindo.
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecoló gica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às… Deixa eu ver…13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- é… é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda .
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se f*der mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim… sonhei de novo com o c* de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
P*rra… por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda…
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar…namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.

5 de janeiro de 2010

Um dia corrido, um filme e uma amiga!


Hoje fui ao cinema.
Depois de um dia muito corrido eu fui espairecer um pouco.

Fiz algumas compras e fui ao cinema com a Dayse.

Às vezes a vida nos traz surpresas...

Lembro-me como se fosse hoje o dia que conheci a Dayse:

“Era meu primeiro dia na turma noturna de direito lá na FACITEC. Eu entro naquela sala enorme e só tem uma pessoa, sentada lá na frente, uma loura.
Cumprimentei (pois sou um cavalheiro) e começamos a conversar.
PRONTO!
Era o início da dupla que não ia mais dar tranqüilidade aos professores.”

RS

E continuando o meu momento de despedidas, combinamos de ir ao cinema hoje.
Fomos assistir Sempre do Seu Lado, com o Richard Gere.

O filme conta a história de um filhote de Akita chamado Hachiko que foi encontrado numa estação de trem por Parker (Richard Gere) e acabou conquistando toda a família dele.
O filme foi baseado em uma história real (ta aí uma boa pedida pra você Daniel).
É um filme muito comovente sobre Lealdade e Amor.



O hilário no filme foi escutar os suspiros de choro da platéia. Nunca vi um filme fazer com que uma sala inteira de cinema chorasse. Hachi, como Gere chama o cão, provoca grandes emoções e convence, assim como um grande ator.
Ao sair do cinema, a Dayse e eu nos colocamos na porta e ficamos a olhar e rir dos alheios que saiam da sala.
Era muito engraçado ver aquele povo todo de olhos vermelhos, mulheres com maquiagem escorrida e os bombadões enxugando as lágrimas.
Depois de um Wopper Duplo Grande com mmmuuuuito refri no Burguer King fomos embora.
Mas não foi uma despedia. Foi um até logo.
Dayse!! Te Amoooo!!

2 de janeiro de 2010

Ano Novo, Vida Nova - SERÁ?

OLÁÁÁÁ!
Sei que estive meio sumido, mas foram as sitações da vida!

O Blog, além de estar mudando de cara mais uma vez, pra acompanhar o ano que se inicia, mudará de nome, agora será Will Linus (http://WillLinus.blogspot.com).

E falando em ano novo, eu estava pensando num texto pra colocar aqui. Pensei em escrever um pouco dos planos que tenho pra 2010.

Durante mais essa noite de Insomnia, em que estou na casa dos meus tios, eu estava fuçando os arquivos de fotos dele e achei algumas fotos antigas da familia...

Fotos de Natais passados, de quando começamos a construir nosso “Pedacinho do Céu”, dos barrigões da tia e da mamãe, de momentos a toa em que passamos, de momentos de suor, de Copas em que o Brasil perdeu e Copas em que o Brasil ganhou, enfim, momentos nossos...

E pensei: “O que realmente eu quero pra 2010?”

Esse ano de 2010 será um ano de desafios, de mudanças para mim.

Ano de mostrar minha responsabilidade no trabalho e nos estudos, de mostrar a que eu vim. Mas...

“O QUE EU QUERO DE 2010?”

Quero apenas ser feliz... Como eu sempre fui...

Pude ver as fotos e me recordar do momento em que cada uma foi tirada. De cada vez que eu, na maioria das vezes, disse: “Olha pra cá! Dá um sorriso! Se arruma direito! Faz careta!”

Lembrar de como eu sou feliz...

Não preciso dos milhões da Mega-Sena.

Não preciso de carro de luxo ou mansão.

Não preciso de fama ou reconhecimento.

Não preciso de muita coisa.

Preciso apenas da Graça de Deus e da minha Família e amigos.

E assim vou sendo Feliz!!

Esse é o meu desejo para esse ano que nasce:

CONTINUAR SENDO FELIZ COMO SEMPRE FUI!
E a você tenha um ótimo ano e que sejas feliz (assim como eu sou!)

Senhor, faz de mim um vaso a ser moldado conforme o Teu querer, conforme as Tuas mãos me moldarem. E enche-me de amor e felicidade.